Afinal, por que Jesus morreu?
Teria sido a Vontade de Deus?
Teriam os homens tramado Sua morte?
É verdade de fé inquestionável
Que Deus é Amor, que é Deus da Vida,
Comprometido com a vida do homem.
A morte é consequência do pecado.
O pecador é responsável pela morte,
Pela dos outros e pela sua própria.
Sim, o Pai desejou salvar o pecador,
E, para que se cumprisse Seu desejo,
Convenceu o Filho a vir ao mundo.
A Vontade do Pai era a do Filho:
Libertar o homem do pecado, da morte,
Resgatar a sua dignidade original.
Mas o homem Lhe deu as costas,
Fez pouco caso de tamanha Graça,
E tratou com violência o Salvador.
Foi uma surpresa para Pai e Filho?
Acaso desconheciam o homem?
Teriam agido com ingenuidade?
Quem criou o homem o ignoraria?
Não o conheceria Quem homem se fez?
De jeito nenhum. É improvável.
Aquele que se identifica com o Amor,
E que deseja ser amado sobre tudo,
Sabe que o Amor pode ser rejeitado.
Apesar disso não deixa de amar,
Porque amar é a Sua essência,
E não tem como negar a Si mesmo.
O Pai não é masoquista nem injusto.
Não gosta de ver o Filho sofrer,
Nem que pague o que não cometeu.
Foi o Filho que, movido por amor,
Aceitou morrer a nossa morte
Para que vivêssemos a Sua vida.
Ofereceu-se como vítima inocente,
Como um Cordeiro sem defeito,
Derramando Seu Sangue divino.
E isso se deu historicamente
Pelo fechamento e inveja dos judeus
E pela omissão e violência dos romanos,
Pela pena de morte numa cruz,
Sob a mais cruel humilhação,
Num espetáculo de horror e maldade.
Mas de um mal tão gigantesco
Viria o bem em proporção imensa.
E foram sepultados pecado e morte.
E a pedra rejeitada pelos pedreiros
Tornou-se a mais importante de todas.
E o Amor tudo resgatou e refez.
Acolhamos o Amor a nós oferecido,
Comprometamo-nos com a Vida,
Alimentemos o Bem que há em nós!
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