01/04/2021

Quinta-feira Santa

Hoje foi a Última Ceia

De Jesus com Seus apóstolos.

E eu estava lá com eles. 


Alegria e tristeza se misturavam

Naquele jantar em Jerusalém

Celebrando a libertação do Egito. 


Havia vinho e pães sem fermento,

Cordeiro assado, ervas amargas,

Salmos e proclamação da Palavra. 


Havia alegria, irmandade, esperança,

Tinha ameaças e desconfiança,

Todos observavam com atenção. 


O que antes era pão e vinho

Fez-se Carne e Sangue de Cristo,

Comida e bebida que transcendem. 


Os que eram acompanhantes

Foram ordenados a repetir o feito,

Até que a salvação viesse de vez. 


Um mandamento novo foi dado:

Amar uns aos outros sem medida,

Tal como Jesus, até a morte de cruz. 


E então nossos pés foram lavados,

Ensinando-nos sobre a humildade

E o serviço que identificam ao cristão. 


Foi-nos revelado que um dos nossos

Entregaria o Mestre aos judeus

E que Pedro negaria o Senhor. 


Confesso que fiquei apreensivo:

Seria eu o traidor anunciado?

Também eu abandonaria Jesus? 


Terminada a ceia, fomos rezar,

Aceitando o convite de Jesus,

Embora estávamos quase dormindo. 


E, num cochilo que demos,

Chegaram os soldados do Templo,

Acompanhados do Iscariotes. 


Estava escuro e Judas se aproximou.

Saudou a Jesus com um beijo

E o traidor se deu a conhecer. 


Pedro lutou com uma espada,

Mas Jesus lhe ordenou que parasse,

E foi levado então ao Sinédrio. 


E todos fugimos covardemente.

Nós O abandonamos por medo,

Quando Ele mais precisava de nós. 


Tem misericórdia e compaixão,

Trata-nos com bondade e amor,

E não como exigem nossas faltas.

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