Hoje foi a Última Ceia
De Jesus com Seus apóstolos.
E eu estava lá com eles.
Alegria e tristeza se misturavam
Naquele jantar em Jerusalém
Celebrando a libertação do Egito.
Havia vinho e pães sem fermento,
Cordeiro assado, ervas amargas,
Salmos e proclamação da Palavra.
Havia alegria, irmandade, esperança,
Tinha ameaças e desconfiança,
Todos observavam com atenção.
O que antes era pão e vinho
Fez-se Carne e Sangue de Cristo,
Comida e bebida que transcendem.
Os que eram acompanhantes
Foram ordenados a repetir o feito,
Até que a salvação viesse de vez.
Um mandamento novo foi dado:
Amar uns aos outros sem medida,
Tal como Jesus, até a morte de cruz.
E então nossos pés foram lavados,
Ensinando-nos sobre a humildade
E o serviço que identificam ao cristão.
Foi-nos revelado que um dos nossos
Entregaria o Mestre aos judeus
E que Pedro negaria o Senhor.
Confesso que fiquei apreensivo:
Seria eu o traidor anunciado?
Também eu abandonaria Jesus?
Terminada a ceia, fomos rezar,
Aceitando o convite de Jesus,
Embora estávamos quase dormindo.
E, num cochilo que demos,
Chegaram os soldados do Templo,
Acompanhados do Iscariotes.
Estava escuro e Judas se aproximou.
Saudou a Jesus com um beijo
E o traidor se deu a conhecer.
Pedro lutou com uma espada,
Mas Jesus lhe ordenou que parasse,
E foi levado então ao Sinédrio.
E todos fugimos covardemente.
Nós O abandonamos por medo,
Quando Ele mais precisava de nós.
Tem misericórdia e compaixão,
Trata-nos com bondade e amor,
E não como exigem nossas faltas.
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