Uma espada de dor
Trespassou-Te a alma,
Oh Mãe das Dores,
Ao ver Teu Jesus na cruz.
Mesmo assim, de pé,
Apoiaste o Filho até o final,
Após o julgamento de Pilatos,
E pelas ruas de Jerusalém.
Desprovida de palavras,
Impossibilitada de falar,
Ao Filho consolaste com o olhar,
Umedecido com as lágrimas.
Maria, és co-redentora,
Também Te mataram naquela cruz.
Era a Tua carne ali pregada,
Era o Teu sangue o de Jesus.
Por que os homens O rejeitaram?
Por que tanto ódio e violência?
Por que, Deus, O abandonaste?
Por que Deus se silenciou?
Naquela troca de olhares,
O Filho tudo Lhe explicou:
Pela obediência ao Pai redimia
Dos pecados a humanidade.
"Senhor, eu não entendo...
Mas eu confio em Ti...
Não há mal que por bem não venha.
Cumpra-se a Tua Vontade.
Consola, Senhora das Dores,
As mães que choram por seus filhos,
Para que seu sofrimento não seja em vão,
E a semente da dor floresça salvação.
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