Se, por ventura, eu tivesse recebido
Das filhas e filhos do mundo inteiro
A imensa responsabilidade
De felicitar todas as mães,
Com um sorriso de orelha a orelha
E com os olhos brilhando de emoção,
A todas e a cada uma delas eu diria
Com o coração batendo forte:
"Como podem caber tantos sentimentos
Numa palavra assim tão pequenina?
Praticamente é a primeira que aprendemos,
Quando ainda somos um pingo de gente.
Se os lábios diziam 'mãe', 'mãezinha', 'mamãe'...
O coração falava muito mais...
Beijinhos, abraços, sorrisos e lágrimas
Significavam "te amo", "preciso de ti", "não me deixes"...
O tempo passou, é verdade...
Mas dentro de nós o amor permanece.
Nos arrependemos de tantas coisas que lhes fizemos,
Das decepções e das palavras arrogantes.
Obrigado por tanto carinho
E pelas correções necessárias.
Se hoje somos mais humanos
Com certeza é graças a vocês.
Quem precisava de uma 'Mulher Maravilha'
Quando, em casa, tínhamos um Anjo de Deus?
Não há palavras ou presentes no mundo
Que cheguem à altura do que são.
Então dirigimos uma prece a Deus
Pelas mães e avós, as vivas e as falecidas,
Para que colham todos os frutos
Das sementes que lançaram generosamente".
Filhas e filhos do mundo todo,
Não há COVID-19 nem coronavírus
Que nos impedirá de homenagear,
Como se deve, as nossas queridas mães.
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