Caminhando pela Costa e Silva,
Avenida que corta o Boqueirão,
Ligando a via expressa à praia,
Muitas coisas me chamam a atenção:
Homens em situação de rua,
Alguns dormindo na calçada,
Acompanhados por seus cães,
Outros pedindo trocados para comer;
Mulheres, com filhos pequenos,
Vendendo balas ou guloseimas,
À procura de uma renda extra
Para sustentar a sua família;
Músicos tocando instrumentos
(Violão, flauta, gaita, pandeiro),
Com um chapéu diante de si,
Trocando sua arte por dinheiro;
Pessoas distribuindo panfletos,
Divulgando produtos e serviços,
Exames de vista e armações,
Planos odontológicos e ouro;
Roupas e produtos sobre o chão
(Calças, bermudas, meias, cuecas...
Guardas-chuva, brinquedos, bonés...),
Oferecidos por brasileiros ou haitianos.
Seres humanos vivendo como podem,
Sobrevivendo à crise sanitária, econômica,
Buscando a solidariedade dos cidadãos,
Já que pouco ou nada vem das autoridades.
É tanta necessidade que aperta o peito...
Uma sensação enorme de impotência...
Ofereço, então, uma prece aos Céus,
E deixo um sorriso e alguma esmola.
Tem piedade de nós, Deus e Pai,
Afasta de nós a COVID, dá-nos saúde,
O pão não nos falte na mesa,
A fé e o amor transbordem no coração!
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