27/07/2021

Benvindo aos Céus

Acabo de despertar nos Céus...

Uma meiga voz pronuncia o meu nome,

Motivando-me a abrir os olhos.


Entre os raios de sol fulgurantes,

Entrevejo o sorriso de um belo jovem,

Que transmite uma paz profunda.


"Benvindo aos Céus", ele me diz,

Estendendo-me a mão, levantando-me

Das verdes relvas em que eu estava.


Agradecendo a gentileza, observo tudo:

Parece um imenso parque, bem cuidado,

Arbustos com flores coloridas e perfumadas.


Ouço o canto harmônico dos pássaros,

E a gargalhada das crianças e seus cães,

Acompanhadas, provavelmente dos pais.


"Vamos? Esperam por você", diz o jovem.

E caminhamos na direção de uma mulher

Que, ao me avistar, acena-me e sorri.


Ela caminha em direção a nós.

Algo me diz que já nos conhecemos.

"A senhora é...?", pergunto. "Sim", responde.


O coração bate forte, as lágrimas caem.

Num longo abraço, tudo explica, tudo entendo.

"A senhora é mais bela do que eu imaginava!"


"Vamos entrar?", ela diz, tomando-me a mão.

Quando nos aproximamos de uma linda mansão,

Seus portões se dissipam como nuvens ao vento.


Então alguém me venda os olhos por detrás.

Toco as suas mãos para descobrir quem é.

Então sinto algumas marcas nos seus pulsos.


"Jesus!?!", exclamo, sem conter as lágrimas...

Então ele me abraça feliz, girando-me pelo ar.

"Benvindo à casa. O Pai nos aguarda lá dentro."


Caminhando descalços à beira de um lago,

Observo sobre nós uma nuvem luminosa,

Voando e soprando uma brisa refrescante.


Lembro-me, em paz, de quem ficou pra trás,

Das dores, doenças e sofrimentos suportados,

Experimentando grande consolo e libertação.


Desde a porta principal da casa imensa,

Vem correndo até nós, com os braços abertos,

Um homem bronzeado, com barba e cabelos brancos.


Antes que eu formulasse alguma palavra,

Ele me gritava: "Filho meu, filho meu, benvindo!"

Foi quando as pernas me falharam e me ajoelhei.


Ao chegar, ele também se ajoelhou

E, ali mesmo, nos abraçamos amorosamente.

As lágrimas de emoção não me deixavam falar.


Ele era de uma beleza impressionante, transcendente.

Seus olhos brilhavam como noite enluarada.

Seu sorriso era como pôr-do-sol refletido no mar.


Foi quando ele me tomou em seus braços

E, carregando-me até a porta da mansão,

Disse-me que alí havia uma morada só minha.


Falou-me que ele mesmo havia cozinhado,

E que o banquete já estava servido,

E todos estavam aguardando a minha chegada.


Passamos pela porta e ela, então, se fechou.

Mas novamente será aberta para acolher

A cada mulher e homem que aceite o amor de Deus!

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