De primeiro, aprendíamos de nossas mães e pais
E nos era ensinado, quando crianças, na escola
Que, antes de falarmos, devíamos ouvir e pensar,
E abrirmos a boca só quando tínhamos a certeza.
Hoje, devido aos pais e professores despreparados,
A educação das crianças é terceirizada às tecnologias,
Que forma um exército de surdos que não pensam
E metralham inverdades com palavras ditas e digitadas.
Antes, nos ensinavam a ser pacíficos e pacificadores,
A respeitar às mulheres, idosos, crianças, indígenas,
Aos negros, asiáticos, deficientes, mendigos,
A quem pensasse, agisse, rezasse, vivesse diferente.
Agora, a cultura da violência se espalha como folhas ao vento,
Pessoas são covardemente atacadas por indivíduos
Que costumam se esconder detrás de um celular,
E se proliferam em perfis falsos nas redes sociais.
Antigamente nos manifestávamos nas avenidas e praças
Quando uma pessoa era assassinada ou sofria injustiças.
Hoje, quem o fizer, será julgado como rebelde, marginal.
Culpados são defendidos e as vítimas são culpadas.
Antigamente, defender a natureza, a vida, a justiça
Era visto como consciência e coerência com a fé cristã.
Agora, quem desconhece a Doutrina Social da Igreja,
Taxa de comunistas e esquerdistas a bispos e padres.
O direito à vida é universal e inviolável,
Respeitá-lo é evidenciar que somos animais racionais.
Não à misoginia, ao trabalho escravo e infantil, às queimadas!
Não à perseguição de LGBTQ+, das religiões de matriz africana.
Sim aos direitos trabalhistas, à proteção dos rios!
Não à redução da maioridade penal, à pena de morte!
Sim à reforma agrária, à igualdade salarial entre mulheres e homens!
Não ao fascismo, à corrupção, ao obscurantismo!
Agora me preparo à enxurrada de críticas
De quem idolatra a própria ignorância e não sabe dialogar,
Sem ter coragem de se ver refletido no espelho da verdade,
Demonstrando que no lugar do coração há uma pedra de gelo.
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