Como sou ingênuo!
Tudo continua igual
As pessoas são as mesmas
Dos tempos passados
Com certa dificuldade
Para administrar bem
Sua corporeidade
E sua afetividade
Elas absolutizam
Sua visão de mundo
E afirmam serem amantes
Bons amigos e amigas
Até gostariam de ter
Boas amizades também
Mas o medo não deixa:
O que vão falar de mim?
Ela é tão imatura...
Ele é muito carente...
Amizade exclusiva!
Dependência emocional!
Para alcançar a santidade
Seria indispensável
Isolar-se dos demais
Fugir do contato físico
Nada de toques, olhares
Abraços? Nem pensar!
Carinhos, passem longe!
Roupas escondam o corpo
As pessoas foram formadas
Para negarem desejos,
Para abafarem emoções,
Para se reprimirem
No fundo elas são tristes
Inseguras, julgadoras
Só quem não as conhece
Pensa que são integradas
Ostentam uma plenitude
Que, na realidade, lhes falta
Desdenham dos sentimentos
Ridicularizam os afetos
Conhecem alguns casos
De infidelidade na castidade
E generalizam essa experiência
Julgando a vida alheia
Façam um favor a si mesmas
E um favor também a nós:
Busquem direção espiritual
Acompanhamento terapêutico
Jesus foi Homem pleno.
Foi solteiro, não se casou,
Mas soube dar e receber
Carinho da família e amigos
Maria foi Mulher plena.
Foi casada, não foi solteira.
Deu e recebeu carinho
De José, de Jesus, de todos
Sabemos que duas pessoas
Podem se envolver sexualmente
Mas, até que se prove o contrário,
Não julguemos nem condenemos
Rezemos mais, falemos menos,
Demonstremos empatia
Conversas irresponsáveis
Podem gerar constrangimentos
A santidade se alcança
Nas relações interpessoais
Não se pode agradar a Deus
Falando mal dos demais
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