Tenho dificuldade para lidar com soberbos.
Eles estão mal acostumados a ganhar no grito tudo e a todos.
Com medo, as pessoas logo cedem para não perderem a paz.
Como cães raivosos, vociferam, esbravejando violências.
Não estão acostumados a encontrar resistência aos seus atos.
Gostam de se sentir temidos, desprezando seus rivais.
Só que comigo esse tipo de estratégia não funciona.
Os soberbos vão ter um pouco de dificuldade comigo.
Gritarias, vociferações, esbravejamentos não me amedrontam.
Há gente que me diz "deixe isso pra lá", "fique quieto".
Só querem o meu bem, que eu não me estresse.
Mas é mais forte do que eu; não consigo controlar.
Sei que a ira do homem não promove a justiça de Deus.
Mas tampouco é cristão se omitir diante dos prepotentes.
A mim não foi dado um espírito de timidez, de submissão.
No meu peito bate um coração com sede e fome de justiça.
Também tenho meus erros e pecados, e são muito incômodos.
Mas não humilho ninguém, não maltrato os demais.
Por isso alço a minha voz em protesto, em desaprovação.
Gosto de ser a pedrinha no sapato dos arrogantes.
Se eles sabem gritar para intimidar, sei gritar para defender.
Creio num Deus que foi condenado à cruz por insurreição,
Por não se dobrar diante do poder de tiranos violentos,
Por criticar a hipocrisia dos maus escondidos na religião.
Meu destino é morrer também na cruz, é o martírio,
Testemunhando a fé até o derramamento do sangue,
Se preciso for, glorificando o Deus da Vida a quem sirvo.
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