03/01/2024

Ser homem, ser mulher

Ser homem, no Ocidente,
E, talvez no mundo todo,
Muitas vezes se confunde
Com masculinidade tóxica.

Quando se pensa em homem,
Na maioria das vezes,
Vem à mente e coração
A ideia do bruto, do rude.

E a imagem da mulher,
No sentido contrário,
É a da frágil, meiga,
Em busca de proteção.

Claro, há muitas exceções:
Mulheres fortes e valentes,
Por um lado; e homens
Fracos e covardes, por outro.

Há meninos e rapazes
Que rejeitam a masculinidade
E há meninas e moças
Que não aceitam a feminilidade.

A rejeição e não aceitação
Geralmente começa em casa
Com pais violentos e agressivos
E com mães fracas e submissas.

Quase que inconscientemente,
O menino vai se des-masculinizando
e a menina se des-feminilizando;
Não se identificam com seu gênero.

O problema não é genético,
Nem tampouco hormonal.
Trata-se de um dilema familiar,
Que se estende ao social.

Antigamente era só o homem
Que tinha pulso firme e forte,
Que fazia uso da palavra,
Que concentrava o dinheiro.

A mulher, por tanto tempo,
Tinha funções decorativas,
Condenada às funções domésticas,
Uma propriedade do pai, do marido.

Hoje, há homens sossegados,
que não buscam protagonismo;
E há mulheres ambiciosas,
Que empreendem e prosperam.

Homem, querendo proteção de homem,
Mulher, querendo proteger mulher.
Uma inversão de funções sociais,
Tradicionalmente pré-estabelecidas.

Fácil de entender a situação;
Difícil de lidar com a novidade.
Como ajudar as meninas e meninos
A se identificarem com seu gênero?

Educar os rapazes para a gentileza,
Equilibrando trabalho e diversão;
E formar as moças para a liderança,
Conciliando vida familiar e profissional.

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