Ser homem, no Ocidente,
E, talvez no mundo todo,
Muitas vezes se confunde
Com masculinidade tóxica.
Quando se pensa em homem,
Na maioria das vezes,
Vem à mente e coração
A ideia do bruto, do rude.
E a imagem da mulher,
No sentido contrário,
É a da frágil, meiga,
Em busca de proteção.
Claro, há muitas exceções:
Mulheres fortes e valentes,
Por um lado; e homens
Fracos e covardes, por outro.
Há meninos e rapazes
Que rejeitam a masculinidade
E há meninas e moças
Que não aceitam a feminilidade.
A rejeição e não aceitação
Geralmente começa em casa
Com pais violentos e agressivos
E com mães fracas e submissas.
Quase que inconscientemente,
O menino vai se des-masculinizando
e a menina se des-feminilizando;
Não se identificam com seu gênero.
O problema não é genético,
Nem tampouco hormonal.
Trata-se de um dilema familiar,
Que se estende ao social.
Antigamente era só o homem
Que tinha pulso firme e forte,
Que fazia uso da palavra,
Que concentrava o dinheiro.
A mulher, por tanto tempo,
Tinha funções decorativas,
Condenada às funções domésticas,
Uma propriedade do pai, do marido.
Hoje, há homens sossegados,
que não buscam protagonismo;
E há mulheres ambiciosas,
Que empreendem e prosperam.
Homem, querendo proteção de homem,
Mulher, querendo proteger mulher.
Uma inversão de funções sociais,
Tradicionalmente pré-estabelecidas.
Fácil de entender a situação;
Difícil de lidar com a novidade.
Como ajudar as meninas e meninos
A se identificarem com seu gênero?
Educar os rapazes para a gentileza,
Equilibrando trabalho e diversão;
E formar as moças para a liderança,
Conciliando vida familiar e profissional.
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