Tantas paróquias querendo um padre
Dinâmico, criativo e comunicativo,
Que evangelize pelas redes sociais,
Que fale a linguagem dos jovens.
Mas quando chega um padre assim,
Os paroquianos não aproveitam,
O seu conteúdo é desperdiçado,
Como sementes caídas entre pedras.
Reclama-se do "padre de sacristia",
Do "padre que só reza missa",
Do "padre basicão", do "desanimado",
Do "padre construtor, da administração".
Mas não se valoriza o "padre cantor",
O "padre poeta", o "padre blogueiro",
O "padre TikToker", o "padre podcaster",
O "padre influenciador" e "YouTuber".
Na realidade, sim, se valoriza,
Mas o padre de fora, de outra paróquia,
De outra cidade, de outro Estado,
O famosinho, o queridinho.
"O profeta só não é bem aceito
Na sua própria terra", disse Jesus.
Em Nazaré, o Mestre não fez milagres,
Pois seus conterrâneos não tinham fé.
O que se pode fazer sobre isso?
Há alguma esperança, solução?
Melhor insistir? Melhor desistir?
Vale a pena "clamar no deserto"?
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