Você acha engraçado ofender,
Divertir-se às custas dos demais,
Comentar as características alheias,
Contar piadas do jeito dos outros.
Faz chacota de quem é gorda,
Baixa, negra, pobre, usa óculos...
De quem é careca, gago, manco,
Nortista, surdo, analfabeto...
Deixe-me dizer-lhe umas palavras:
Essas suas brincadeiras ofendem,
Machucam, magoam, entristecem,
Abaixam a auto-estima, deprimem.
Você não tem o direito de fazer isso.
Suas palavras têm consequências.
Elas produzem um grande mal-estar,
Gerando angústia e ansiedade.
Uma coisa é agir por ignorância;
Outra coisa é fazer na maldade,
Deliberadamente, de propósito,
Ofendendo sem se importar.
Não decidimos tudo o que somos;
De nossas famílias nós herdamos
Nossas características genéticas,
Com suas possibilidades e limites.
Também tem as marcas da vida,
Resultados de boas e más decisões,
Influenciando a nossa forma de ser,
De pensar e de nos expressar.
E se você nos olhasse com empatia,
Colocando-se no nosso lugar,
Interessando-se pelo nosso bem,
Em vez de nos ridicularizar?
Tantas pessoas, no desespero,
Já atentaram contra a própria vida
Por causa de gente como você.
Algumas não estão mais entre nós.
Já passou da hora de por um fim
À violência verbal e psicológica,
Às brincadeiras tóxicas, ao bullying,
À intolerância, à humilhação pública.
Deixemos no outro marcas positivas,
Estimulemos a autoconfiança,
O amor próprio, a auto-aceitação...
Apoiemos a cultura do respeito!
Antes de julgar e condenar, ame!
As pessoas são um mistério,
Esperando para ser decifrado
Por quem sabe acolher e ouvir.
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