Conectados à Internet, desconectados da vida.
Janelas abertas no Windows, mas fechadas as da própria casa.
Smartphones nas mãos, livros empoeirados nas estantes.
Melhor ângulo nas fotografias, mau posicionamento de carácter.
Fotos clareadas com filtro, paisagens escurecidas pela apatia.
Publicações sobre banalidades, omissões diante de injustiças.
Seguidores de celebridades, abandono dos ignorados.
Críticas sobre filmes e séries, silêncio sobre chacinas e violações.
Bajuladores de figuras públicas, comentários politicamente incorretos.
Curtidas em conteúdos fúteis, desinteresse pelas causas sociais.
Interações com pessoas distantes, afastamento dos amigos e parentes.
Surgem influenciadores digitais, desaparece o engajamento social.
Música alta nos fones de ouvido, ensurdecimento aos conselhos e apelos.
Multiplicam-se danças e piadas, faltam posturas firmes e sérias.
Fake news compartilhadas, verdades ignoradas, silenciadas.
Palavras acrescidas de emojis, monólogos vazios de sensatez.
Precisamos de menos tecnologia, de mais olho no olho, de coração a coração.
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