Essa poesia é pra você,
Querido motoqueiro entregador
Que, veloz e loucamente,
Comete barbeiragens sem fim.
Antes que nada, sou grato
Pela "fast food" quentinha
Que você levou à minha casa,
Comprada na modalidade "delivery".
Você enfrentou o frio da noite,
Molhando-se debaixo da chuva,
Enquanto a minha família e eu
Esperávamos em casa tranqüilos.
Entendo que você está trabalhando,
Que recebe por entregas feitas.
Que tem muitas contas pra pagar
E, por isso, acelera quase sem freiar.
Você não imagina quantas vezes
Eu xingo você e a sua mãezinha
Quando estou conduzindo meu carro
E você infringe as leis de trânsito.
Você não tem amor à sua vida?
Não se importa com a sua família?
Se esquece que a moto é leve e frágil?
Se sente um adolescente numa "bike"?
Estou farto das suas estripulias,
Das ultrapassagens irregulares,
Sem respeitar a placa de "pare",
O semáforo, a faixa de pedestres.
Suspeito que não tenha habilitação,
Que não frequentou auto-escola.
Nas suas mãos, a moto é uma arma,
Ameaçando a vida de gente inocente.
Sorte sua que não sou agente de trânsito.
Senão seria uma multa atrás da outra,
Até que você se convencesse
Do péssimo motorista que você é.
Sim, também já cometi imprudências...
Já fui multado por infrações no trânsito...
Mas não faço do erro um estilo de vida,
Colocando em risco a segurança viária.
Tome juízo, aja com responsabilidade,
Contribua com a paz no trânsito,
Proteja a vida dos pedestres,
Abandone as molecagens e barbeiragens.
Dinheiro não é tudo na vida!
Temos o direito de voltar à casa sãos e salvos!
Reflita bem sobre estas questões!
Deus o abençoe, motoqueiro entregador!
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