Antes que nada, esclareço
Que tudo não passa de brincadeira,
Para nos divertir e rir um pouco.
Esta é a história de dois padres:
Um, raiz, moldado às antigas; e
O outro, Nutella, todo moderninho.
O raíz atende por Tonhão,
Cabelo bagunçado, barba por fazer,
Camiseta suada, calças surradas.
Serginho é o apelido do Nutella,
Cabelo e barba sempre ajeitados,
Camisa combinando com a calça.
Tonhão fala alto, faz muitos gestos,
Dá gargalhadas, conta piadas,
Come de tudo, é meio sedentário.
Serginho é comedido, recatado,
Ri moderadamente, é mais sério,
Segue dieta, frequenta academia.
O povo simples busca ao raiz,
Identifica-se com a sua linguagem:
Erra o português, acerta o coração.
Os rebuscados preferem o Nutella,
Pois fala bonito, gosta de cantar,
Sai bem nas fotos, tem estilo.
O Serginho prefere o centro,
Não toca missal nem microfone,
Gosta de clergyman e rendas.
O Tonhão gosta é dos bairros,
Não faz questão de ajudantes,
Usa túnica amassada e amarelada.
O raiz aceita a todos os convites,
Almoça o que tiver, toma cerveja,
Brinca com as crianças e velhos.
O Nutella é seletivo, é exigente,
Tem paladar refinado, bebe vinho,
Prefere os jovens, os adultos.
Tonhão recebe de aniversário
Sandálias, meias, lenços, doces,
Livros, chaveiros, imagens, terços.
Serginho ganha de presente
Camisas, sapatos, cintos, perfumes,
Bebidas, canetas, relógios, pulseiras.
O raiz chama o Nutella de fresco,
O Nutella diz que o raiz é bruto,
Mas, no final, eles se entendem.
Importa que sejam bons padres,
Que cumpram seus compromissos
E que tornem Jesus presente a nós.
Cada qual tem a sua peculiaridade,
A sua origem, a sua criação.
Respeitemos a cada um como é.
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