31/05/2021

Rumo à santidade

Kleber, meu filho, sê santo.

Eu, teu Deus e Pai, sou Santo.

Sê santo como Eu também o sou. 


Sim, Pai, eu aceito ser santo.

Eu desejo viver na santidade.

Filho do Deus Santo, santo serei. 


Sim, Kleber, sê santo, sê feliz.

Ser santo é bom, é certo, faz bem.

Sê santo e acerta o alvo em cheio. 


Leva embora a vaidade, a ambição.

Arranca o erotismo, a arrogância,

Queima a inveja, o medo, a ira. 


Trago de volta a simplicidade,

Lanço sementes de pureza e amor.

Troco o engano pela verdade. 


Com Tua ajuda, Pai, santo vou ser.

Não perfeito, pois só Tu, Deus, o és.

Nasci para ser santo, e não perfeito. 


Filho, Eu te estendo a Minha Mão.

Levanta do chão, põe-te de pé!

Ressuscita, sai desse poço fundo! 


Sim, Pai, a Tua Mão vou agarrar.

Cura-me as feridas, purifica-me.

Conserta o quebrado, costura o rasgado. 


Fortaleço o que está fraco,

Endireito o que está torto,

Ilumino o que está escuro. 


A alegria e a paz retornaram,

A esperança voltou a aquecer,

O acinzentado recobrou as cores. 


Silencia todo ruído, brota o amor.

Sopro de vida refresca o coração.

A terra está impregnada de Céus.

11/05/2021

De raízes e Nutellas

Antes que nada, esclareço

Que tudo não passa de brincadeira,

Para nos divertir e rir um pouco. 


Esta é a história de dois padres:

Um, raiz, moldado às antigas; e

O outro, Nutella, todo moderninho. 


O raíz atende por Tonhão,

Cabelo bagunçado, barba por fazer,

Camiseta suada, calças surradas. 


Serginho é o apelido do Nutella,

Cabelo e barba sempre ajeitados, 

Camisa combinando com a calça. 


Tonhão fala alto, faz muitos gestos,

Dá gargalhadas, conta piadas,

Come de tudo, é meio sedentário. 


Serginho é comedido, recatado,

Ri moderadamente, é mais sério,

Segue dieta, frequenta academia. 


O povo simples busca ao raiz,

Identifica-se com a sua linguagem:

Erra o português, acerta o coração. 


Os rebuscados preferem o Nutella,

Pois fala bonito, gosta de cantar,

Sai bem nas fotos, tem estilo. 


O Serginho prefere o centro,

Não toca missal nem microfone,

Gosta de clergyman e rendas. 


O Tonhão gosta é dos bairros,

Não faz questão de ajudantes,

Usa túnica amassada e amarelada. 


O raiz aceita a todos os convites,

Almoça o que tiver, toma cerveja,

Brinca com as crianças e velhos. 


O Nutella é seletivo, é exigente,

Tem paladar refinado, bebe vinho,

Prefere os jovens, os adultos. 


Tonhão recebe de aniversário

Sandálias, meias, lenços, doces,

Livros, chaveiros, imagens, terços. 


Serginho ganha de presente

Camisas, sapatos, cintos, perfumes,

Bebidas, canetas, relógios, pulseiras. 


O raiz chama o Nutella de fresco,

O Nutella diz que o raiz é bruto,

Mas, no final, eles se entendem. 


Importa que sejam bons padres,

Que cumpram seus compromissos

E que tornem Jesus presente a nós. 


Cada qual tem a sua peculiaridade,

A sua origem, a sua criação. 

Respeitemos a cada um como é.

07/05/2021

Cidão de Marcinópolis

Ele é o cara, é o sheik, 

Ele é o cabra macho.

Tem pânico de envelhecer,

Tem síndrome de Peter Pan. 


Não precisa de cobertor,

Adora comer torresmo,

Diz que só toma cachaça,

Mas ninguém nunca vê. 


Vai à feira e ao supermercado

Com luvas e duas máscaras.

Morre de medo da COVID-19,

Mas não quer saber de vacina. 


Tem tratamento pra tudo, pra todos.

Tem o seu próprio ritual pra comer.

Anda sempre com seus bonezinhos,

Ouvindo o 247 no YouTube. 


Tem o Lula e o Bolsonaro na boca,

Defendendo um, criticando o outro.

Suas homilias são inflamadas, 

Termina as missas com a Aparecida. 


Suas gargalhadas são sua marca,

Adora dormir depois do almoço. 

Nos domingos compra frango assado.

Gosta de comer sua paçoquinha. 


Parabéns, Cidão de Marcinópolis. 

Muito bom ser comunidade contigo.

Venham muitos aniversários mais,

Mas que não se note a idade! 

01/05/2021

São José Operário

Hoje é primeiro de maio,

É o Dia do Trabalhador,

É festa do carpinteiro São José,

O Padroeiro dos Operários. 


O Criador foi trabalhador,

Fez o mundo em seis dias.

Mas também soube descansar,

E o fez no Sábado, o sétimo dia. 


Ao homem, imagem e semelhança Sua,

O Criador confiou a criação inteira,

Para que a trabalhasse por seis dias,

E no sétimo adorasse ao que tudo fez. 


A Deus-Filho feito Homem

José, Pai adotivo, tudo ensinou,

Inclusive o trabalho honesto

Na carpintaria de Nazaré. 


Jesus trabalhou pelo Reino,

Mas, antes, Ele foi carpinteiro,

Garantindo o pão de cada dia

Com o suor do próprio trabalho. 


O cristão que segue a Jesus

Também deve trabalhar honestamente,

Em harmonia com seus companheiros,

Tornando o mundo um lugar melhor. 


E se for chefe, patrão, dono,

Que trate os seus funcionários

Com respeito e honestidade,

Com salário pago pontualmente. 


O trabalhador merece o descanso

Uma vez por semana, um mês por ano,

E que seja devidamente remunerado,

Para disfrutar com a sua família. 


Para lutar pelos seus direitos,

Que se organizem os operários,

Que se associem em sindicatos,

Que trabalhem em boas condições. 


Que não haja discriminação alguma.

Salário igual para igual capacitação.

Mulheres e negros na chefia.

Menores de idade brincando, estudando. 


Não substituam homens por máquinas!

Redução de jornada, não de salário!

Preservação dos direitos trabalhistas!

Compromisso social e ecológico! 


Geração de trabalho e renda!

Incentivo ao empreendedorismo!

Cursos técnicos e profissionalizantes!

Investimento nas zonas rurais! 


Redução do trabalho informal!

Aposentadoria no tempo oportuno!

Fim do nepotismo nos órgãos públicos!

Planos de carreira e ascensão! 


Rogai, ó São José carpinteiro,

Pelos que hoje te invocamos.

Como tu, nós obreiros queremos

Enobrecer o mundo pelo trabalho.

70x7

Não te digo até sete Mas até setenta vezes sete Pedro perguntou a Jesus: Até sete vezes devo perdoar Se o meu irmão pecar Contra mim? Lhe re...