Pra começo de conversa,
Tenho muito presente,
Aquela bela história
Atribuída a Santo Agostinho.
A criança brincando na praia,
Tentando colocar a água do mar
No buraquinho que cavou com a mão.
"Mas é impossível", disse quem observava.
E, sorrindo, a criança lhe respondeu:
"Tampouco tu entenderás
O mistério da Santíssima Trindade".
Reconheço minha incômoda limitação.
Sei bem que sou um pecador miserável.
Mas é impossível para mim não Te adorar!
Fui criado por Ela, redimido por Ela,
Santificado e habitado por Ela.
Isso é realmente extraordinário.
O totalmente Outro assim tão íntimo a mim.
A que compará-La?
O Pai seria o Sol, o Filho a Luz,
E o Santo Espírito o calor em nós.
Uma comunhão perfeita de amor:
O Pai amante ama o Filho,
O Filho amado recebe do Pai o amor,
O Espírito seria o amor que une um ao outro.
Uma Família Divina, não fechada em Si mesma,
Mas acolhedora, aberta, receptiva,
Alimentando-nos e revelando-nos Seu mistério.
Não são um nem três, mas três em um.
Cada um com a Sua identidade e função,
Respeitando a individualidade, originalidade,
Apoiando-se sem se confundir nem estorvar.
Ó Trindade Santa e bendita,
És perfeita inspiração para a sociedade tão dividida,
És modelo de unidade na diversidade para a Igreja.
No tempo presente, abençoai nossas famílias,
Concedei-nos paz, pão, perseverança e proteção.
No tempo futuro, introduzi-nos pelos portões celestes
Para gozar da bem-aventurança eterna do Amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário